Planned Pooling, quer conhecer seu novo vício, @? Cola aqui que te ensino! (Mas o negócio vicia, não diga que não avisei)
Leia em 5 min

Quer saber como fazer o Planned Pooling? Então hoje é seu dia de sorte, sentaqui, vamos conversar.

Abril chegou e trouxe o Planned Color Pooling (pléned cólor púlin), a técnica nova que a gente vai desbravar ao longo do mês aqui, nesse bat-blog! (E também em lives, nas redes sociais do Crochet Land! Se você ainda não “mim” segue no instagram ou no facebook, não perde tempo! Corre lá, que eu espero aqui).

Planned Color Pooling nada mais é do que aproveitar a troca de cores de um fio mesclado, pra formar padrões (sensacional, né não?), que vão desde manchinhas fofas até aquele xadrez de emocionar a moda e o crochê.

Mas e como faz pra tecer aqueles padrões lindos sem trocar de linha?

Então tá, segura o passo a passo, coleguinea.
Se preferir ver em vídeo, rola pro fim desse post que tem a live gravada.

Gamei nessa Duna (9338), achei super “Outlander” (a série) o xadrez que ela fez

1. Como escolher a linha?
Qualquer linha MESCLADA (atenção, degradê não funciona) que tenha trocas curtas e constantes de cor, dá pooling. A linha deve ter uma sequência de cores que fica trocando e se repetindo constantemente.Se a troca de cores for longa, tem técnicas diferentes, que a gente vai desbravar aqui. 🙂

Segue lista de algumas linhas que já deram certo:
(Ela é constantemente atualizada, pode deixar nos comentários a que você usou e deu certo, que eu atualizo aqui)
Círculo: Anne, Cléa (misericórdia), Charme, Barroco, Duna.
Coats (Cisne): Multiarte, Todo Dia Colors (troca longa)
Ice yarns: Gumball (troca longa)
Euroroma: Milano

2. Como começar o pooling?
Tenha uma ideia aproximada do tamanho de peça que quer fazer (se cobertor, se almofada, se bolsinha). Faça uma correntinha bem grande (sobrar não é problema), e vá percebendo as cores da sua linha. Perceba a sequência que ela forma, perceba quando ela começar a se repetir. Escolha a cor com que vai começar a sua sequência e, assim que ela aparecer na sua correntinha, comece a fazer pontos baixos.

Senhoras e senhores, o site. Queria informar que amamos esse site, ok? Ok.

3. Como medir os pontos?
Conte quantos pontos baixos cada cor dá
, e vá inserindo essas informações neste site. Quando terminar, preencha o número aproximado de pontos que cada carreira sua deve ter (não precisa ser exato, mas um número aproximado do tamanho que você quer), no campo “Stitches in a row” (ou “pontos por carreira”), um desenho vai aparecer (mesmo que ainda não seja bonito) e agora é que a mágica acontece.

4. Escolhendo o padrão
Prepara o “ohhhh”, é agora que fica legal. você vai clicar onde diz “1 stitch longer” (1 ponto a mais), e vai observar o desenho que aparece. Faça isso várias vezes, até gostar do desenho que formou. Muitas vezes, o mesmo padrão se repete com duas quantidades de pontos diferentes (por exemplo, com 36 e 45 pontos) e aí é que cabe a você experimentar até saber que tamanho mais se aproxima do que você quer fazer.

PS: Sempre suba uma correntinha pra trocar de carreira.

5. A dica mais fundamental do mundo mundial
Uma vez que esses pontos estejam definidos (melhor que sobre do que falte linha, pra dar o número certo), NÃO PODE MUDAR nunca mais. A sequência vai ter que seguir esse curso, e na quantidade certa que diz no gráfico: se são 44 pontos que você escolheu, não pode ter 45 na carreira. Tem que ser exatamente 44. E se a sequência de cores der, digamos, 5 azuis e 3 rosas, tem que ser SEMPRE 5 azuis e 3 rosas. Se faltar linha pra completar a sequência, desmanche essa cor, pegue uma agulha menor, e refaça. Tem que dar. Se sobrar linha, se liga na próxima dica.

6. O pooling do Gato
Quando uma cor tiver linha a mais e for prejudicar a sequência, troque o ponto baixo por meio ponto alto, pelo número de pontos que forem necessários pra manter essa cor. Nos vídeos que vi não havia essa instrução, e a garantia da troca de cor ficava somente por conta da tensão dos pontos, como nesse vídeo da Nastazia, o que acabava deixando a trama frouxa; ou precisava fazer pontos complexos pra sumir com a linha, como a Marly Bird fez, o que ficava muito evidente no algodão. Fiz essa adaptação pra que a gente possa usar nossa matéria prima mais abundante (algodelícia, baby), de maneira que fiquemos satisfeitas com o nosso trabalho. E a Juliana, uma amiga super querida, batizou nossa técnica tupiniquim de #PoolingdoGato e eu OBVIAMENTE amey. <3

7. O pooling circular
É ainda mais fácil e mais garantido do que o pooling em carreiras de ida e volta. Tecnicamente, nem precisa do site. Fiz uma live só pra ele, e vou escrever um post só pra ele, que logo vai estar linkado aqui.

8. Tem umas paradas que ninguém te conta
Que você vai passar por algumas fases com o pooling, e tudo bem. Pode acontecer de você ter uma, alguma ou todas, em ordem diferente, inclusive. São elas:
1. Achar que não é pra você
2. Olhar pra isso e ter certeza de que não vai entender nada nunca
3. Pensar que vai tentar, afinal, não custa e tem um mesclado parado ali na gaveta
4. Pensar porque raios eu ainda caio nas loucuras da Scopel
5. Jogar tudo num canto, voltar cinco minutos depois
6. Finalmente conseguir fazer, mas não ter certeza, por não estar enxergando pooling ainda (tira uma foto pra você ver…)
7. O gif abaixo

Weeeeee are the champions my friend

8 Não querer fazer outra coisa da vida.
9 Pedir pra alguém esconder seu cartão de crédito pra você não comprar tudo que é mesclada do armarinho
10 Olhar toda e qualquer combinação de cores (em casos mais graves, até em coisas que não são linha) pra tentar identificar se dá pooling.

Não desiste, porque o momento 7 vale a pena, amigue. Te juro.

Se seu negócio é aprender em vídeo, segura:

Beijos, bom crochê!