A cara de cansada não mente! hahaha
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Feira é uma delícia, ainda mais quando a gente vai com as amigas, pra fazer o que a gente gosta. Mas não se iluda: caso eu não tenha sido clara no primeiro post, a feira não tem foco no consumidor final (a.k.a nós) e, portanto, não espere super programações e aulas nos estandes, como costuma rolar no Brasil.

A primeira parte desse post está aqui, ó. Recomendo ler primeiro, porque fiz o possível para escrever em ordem cronológica. Nela contei sobre os dois primeiros dias de viagem, e agora vou mostrar pra vocês um pedacinho do terceiro dia. Sim, ele foi tão intenso, que ganhou um post só dele. Também fiz uma live falando de como foi a feira, se você for de vídeo.

Dia 3 – todas as emoções num dia só

Quem nunca perdeu a cabeça em promoção que atire o primeiro gloss! A Sarah manjava muito de vários produtinhos, e ajudou demais na hora de escolher o que trazer

Saímos mais cedo, e fomos a uma rede de drogarias chamada DM (indicação de quem? Da musiane da Marie), que as gurias já tinham visitado no primeiro dia (eu não estava) e compramos cosméticos como se não houvesse amanhã nem limite de bagagem. Pensei em fazer a controlada mas, quando o creme que aqui na Espanha tá 12 euros custa TRÊS, eu disse TRÊS euros, te desafio a não fazer um cálculo rápido e encher a mochila de comprinhas. Spoiler alert: você vai carregar isso no lombo o resto do dia.

Molla Mills, Kiara, Dani Dalledone e Eva, no estande da Lankava

No dia anterior, tentamos ir ao estande da Lankava, onde a Molla Mills (pra quem não sabe, minha musa crochetícia) passava algumas horas todos os dias, e chegamos meia horinha mais tarde… Assim que, no terceiro dia de viagem (e segundo de feira), priorizamos esse encontro. Ao chegarmos lá, Molla estava conversando com a Kiara e a Eva, as duas maravilhosidades por trás de uma das minhas lojas favoritas em Barcelona: A Lalanalu. A Kiara é brasileira, e foi uma alegria finalmente conhecê-la pessoalmente (eu fui na loja na época em que ela estava de férias).

Não vai ter legenda, porque caiu um cisco no meu olho :’)

Esperamos um pouquinho e pudemos ver a Molla. As meninas, que já tinham encontrado pessoalmente com ela, no Brasil, aproveitaram o reencontro pra perguntar da viagem (ela está dando meia volta ao mundo). E eu, que espero há seis anos por esse encontro, tive a oportunidade de contar pra ela como o trabalho dela influenciou minha escolha de vida. Quando eu contei, ela começou a encher os olhos d’água (finlandesamente, muito chique e comedida) e eu, que já estava emocionada num nível extremo, comecei a chorar (brasileiramente, com ranho e tudo, que já que é pra chorar, é com goxxto) e aí parece que o choro pegou pelo stand inteiro, e a Gigi registrou num storie. Molla me deu uma necessaire (pra enxugar as lágrimas, xuxuzinha) e eu rapidamente arranjei um marcador permanente e pedi um autógrafo. Me julguem.

Ganhamos também uma linha dela (das que eu sem-pre procurei pra comprar e fazer review, e que, agora que eu tenho, cabô coragem de usar hahaha), e levamos desse encontro o coração leve, uma sensação de conquista e as emoções devidamente extravazadas pelos olhos e em palavras. Que dia, senhoras e senhores.


Só tenho essa foto, do estande já sendo desmontado. Tava lindo antes!

Fomos, finalmente, ao estande da Kátia (ay, mi corazón) e deu vontade de nem sair mais. Fomos apresentadas a grande parte dos 147 fios (WOW) do catálogo deles, e pudemos tocar em tudo, cheirar tudo (quando não tinha ninguém olhando, shhh) e ficamos combinados que ela nos enviaria algumas amostras de fios para que eu pudesse testar. Sentamos confortavelmente (com direito a comidinhas) e fomos apresentadas a um universo de fios tão vasto e tão cheio de texturas e cores, que a gente simplesmente não conseguia lidar com a empolgação das ideias que cada fio fazia surgir. Foi um dos meus momentos favoritos da feira todinha.

O melhor rolê da feira inteira!

De lá, fomos ao lounge do estande (ainda na Kátia) onde os queridos italianos Fabio e Ale estavam crochetando, e também conhecemos pessoalmente a apaixonante Wilma, do site Wilmade. A Wilma é uma designer fantástica, e também Community Manager da Kátia Yarns no país dela (Holanda) e foi como estar em casa, com todo o carinho que ela nos deu (inclusive, em forma de stroopwafel dutch <3).

Esse é o Win, o Mr. Knit Bear. Sabe quando você queria virar migle de festa da pessoa? Pois queríamos todas. Gente fina pra caramba!

Conhecemos também o Mr. Knit Bear e o Dendenis, dois queridões do crochê e do tricô (estão escrevendo um livro de meias lindas de tricô. Eu ia levar uma vida pra fazer o primeiro pé, e a outra meia vida me convencendo que que um é suficiente).

Essa linha é um luxo pra usar na decor! (nem sonha com vestuário, isso coça só de olhar)

De lá passamos ao estande da Kartopu, uma marca turca que, ao que me consta, tem uns fios parecidos com a Círculo (o que me leva a pensar que podem ser um dos fornecedores de fios importados, como a Prisma). Se for o caso, vale muito a pena pedir pra Círculo levar pro Brasil esse fofolento brilhante aqui que, na decoração, dá o maior rolê. Eu comprei da Rosas Crafts (outra marca que, seguramente, importa alguns fios da Turquia). Fica a dica do que pedir pro papai noel Júnior da Círculo.

Um deles tinha um Doraemon fofo

Nessas alturas do campeonato, descobrimos todo um novo pavilhão que a gente nem tinha cogitado em descer, cheio de marcas orientais. Encontramos com empresas muito interessadas no nosso trabalho como designers – mas, confesso, algumas nos deram medinho por não conseguirmos entender direitinho o que algumas queriam fazer com nossas receitas. Pareceu produção em massa, e a gente deu beijinho beijinho, tchau tchau. Outras marcas ofereceram fios pra testar e postar. Trocamos cartões e seguimos o baile.

De lá passamos ao estande da DMC, e descobrimos que a maioria do pessoal só esteve na feira no primeiro dia. Inclusive, se você tiver algum estande que você quer muito ver, recomendo que tenha pressa e vá logo no início da feira.

Esse prato lindo foi da Gigi, mas o meu foi igual (só que a foto dela é melhor hahaha)

Saímos pra jantar nós (as brasileiras) com a Wilma e o marido dela, num restaurante que se chama Vapiano. Tinha uma fila pra cada tipo de comida (massas, pizzas, saladas, etc), e tudo era preparado na hora, fresquinho, pá. Recomendo muito esse restaurante, quisera eu almoçar nele (gastei a mesma coisa da salsicha “super-sayadjin” e comi muito melhor).

Logo mais teremos a parte três (e final) desse relato pós feira.
Quer que eu fale de alguma coisa específica? Quer saber mais alguma coisa que eu não contei? Deixa aí nos comentários, que eu respondo na parte três.
Beijas!

2 COMENTÁRIOS

  1. Bruna, fugindo um pouco do exposto: Por que você não faz vídeo da gola em pied de poule? Assim poderíamos assistir ao vivo e ter o prazer de estar com você. Um workshop online? Pode ser! Toparia na hora!!!👍

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