Adoro nomes científicos de plantas: Cereus Peruvianus Tortuosus <3 Que nome imponente, prum trequinho de 5cm. <3
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Esse cactus foi a minha primeira obcessão nessa leva do #DesafioDescolado desse mês (ou Hooktober, para os íntimos). Mas como raios eu ia fazer ele ficar torcido? Só pela graça divina. Então fui focando minha energia nos que eu já tinha uma ideia de como fazer, como o Pérola e o Jade, mas estava enrolando, deixando pra resolver esse problema depois.

Numa quinta-feira dessas, fazendo uma live lá no grupo Crochê Descolado, um menino manda mensagem dizendo “Oi, sou de Sorocaba”. E eu, mais que rapidamente, mandei mensagem pra ele, pra ver se a gente ia montando um grupo e agitava um encontro aqui em Fornocaba Sorocaba. E papo vai, papo vem, e ele diz: “Deixa eu te mostrar as coisas que eu fiz” e… PÁ! Várias fotos de cactus. E entre eles quem, senhoras e senhores? O Cacto Parafuso, que eu não conseguia decifrar de jeito nenhum.

Primeiro Rolê Descolado aqui em Sorocaba! Da esquerda pra direita: esta jornalista que vos escreve, Mirella (amiga-irmã que se rendeu ao crochê), Thiago e Wagner. Muito sucesso, comida, crochê lindo e abigos! <3 (ALÁ O CACTO TORCIDO NA FOTO!) 

Encontro marcado para o sábado seguinte, Thiago (sigam ele, logo logo ele começa a postar lá) me explicou como foi que ele fez o cactus que eu não conseguia decifrar: “Fiz uma cabeça de amigurumi e torci”.

Pausa dramática aqui pra vocês apreciarem a simplicidade genial contida nessa frase.

É ainda mais impactante porque, quem já me marcou na #heyscopel pra me dizer que alguma peça não ficou com o mesmo formato das minhas, ouviu a solução mais simples do universo: pega, estica e puxa.

Depois desse encontro, o céu virou o limite. Hahahaha. E finalmente consegui fazer a receita desse cacto leeendo que eu amei. Pra fazer essas receitas de cactos e suculentas, optei por investigar as plantinhas (em vez de olhar o que existia em crochê mesmo), e investir nas que dariam um efeito legal com a técnica.

Vamos pra receita, mãe-de-todos-os-textões? Siiiim!

🌵 Cactus Parafuso – Receita de Crochê

Agulha: entre 2 mm e 2.5 mm (usei 2.25)
Linha: Charme | Círculo (não é meu verde favorito, mas ok)
Tamanho (aprox): 5.5 cm altura
Tipo de crochê: espiral
Nível: médio (muito estica e puxa envolvido pra eu chamar ele de fácil, assim, na caruda)

Pontos usados:
anel mágico
pb: ponto baixo
1 aumento = 2 pb no mesmo ponto
1 diminuição = olha no vídeo da Bia se você não tá ligado nesse paranauê. Já deixei no ponto certo do vídeo!

DICAS DO AMÔ:

  • Pra não repetir a mesma coisa, eu indico uma instrução entre colchetes, com o número de vezes que ela deve ser repetida. Ex: se eu disser [1 aum, 2 pb] ao redor – é pra fazer a volta toda o que está dentro do colchete. Ok? Ok.

É basicamente uma cabeça comprida de amigurumi. 
Carreira 1:
 6 pb no anel mágico (6)
Carreira 2: 1 aum em cada ponto (12)
Carreira 3: [1 aum, 1 pb] ao redor (18)
Carreira 4: [1 aum, 2 pb] ao redor (24)
Carreira 5: [1 aum, 3 pb] ao redor (30)
Carreiras 6 a 15: 1 pb em cada ponto (30)
Carreira 16: [1 dim, 3 pb] ao redor (24)
Carreira 17: [1 dim, 2 pb] ao redor (18)
Carreiras 18: 1 pb em cada ponto (18)
Corte o fio (pode deixar compridinho, pra costurar a base depois).

Agora vem a parte em que todas as suas habilidades de massinha de modelar adquiridas na infância se fazem necessárias.

Prenda uma agulha no topo do amigurumi, por dentro (lá perto do anel mágico) e passe esse fio pra fora. Achate a peça e divida com as mãos em quatro partes o mais parecidas possível (aproveita e dá uma torcidinha pra ver como vai ficar, e pra ir costurando na direção que mais favorece a torcidinha). Costure esses “gominhos” que você modelou mais ou menos até a carreira 8, com alinhavos.

Torça BEM o amigurumi, moldando com as suas mãos. Agora vamos costurar a base, pra ele ficar fechadinho e pra sustentar o formato.

Você pode usar o mesmo fio usado pra costurar o topo ou, caso você tenha deixado o fio do final para esse fim, pode usar ele. Costure a base do amigurumi fechadinha, como alinhavo, e siga a ordem dos gominhos torcidos pra costurar o pé do amigurumi. Eu costurei umas 4 carreiras pra cima, mais ou menos. O importante é que fique firminho.

Agora vem a parte de fazer charminho: vamos bordar os espinhos? Com uma linha de cor diferente (usei uma Charme bege escura), corte um pedaço comprido de fio e, com o auxílio de uma agulha de tapeçaria, introduza o fio na base de um dos gominhos (eu nem prendi o fio, confiei que o bordado manteria ele preso). E vá bordando espinhos por toda a lateral do gominho, na parte mais saliente (conforme a foto), de maneira aleatória (eu tentei, mas quem nasce pra ser de ordem, jamais se renderá ao caos).

Voilà! Um cactus torcidinho pra chamar de seu <3

Pode colocar foto de quando deu ruim aqui embaixo do post, produção? Hell yeah.

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